O caminho foi silencioso.
Afinal, não havia muito a ser dito.
A viagem longa e tediosa deixou minha cabeça fervilhando
De dentro do carro vejo a paisagem correndo por meus olhos
Olhos que não vêem
Olhos que não notam
Olhos que não admiram!
De repente buzinas, roncos de motos, fumaça
GENTE!
Gente caminhando, gente correndo, gente gritando, gente falando, gente xingando, gente apressada, gente chorando, gente entediada, gente irritada, gente, gente, gente...
Carro, gente, fumaça...
SÃO PAULO!
Compras, correria, briga por espaço, falta de cortesia
MEDO!
São Paulo - Centro Antigo:
Por todos os lados corpos caídos
Embaixo de pontes cheirando a urina...
Gente bêbada, gente entorpecida
Retrato de uma sociedade falida!
Trânsito!
Carro, ônibus, as malditas motos e suas infernais buzinas
Acidentes!
Gente pisando em gente
Comida, cachorro, lixo
São Paulo centro velho!
Gente comendo, gente rindo
Bocas banguelas
Ganância e desperdício!
Dentro do carro o calor sufocante
Olho para o céu...
Céu?
Imensos prédios riscam o horizonte
A fumaça cinza e malcheirosa cobre tudo.
Calor abafado!
Abrir o vidro pode ser arriscado...
Nos faróis shows e acrobacias
Habilidades mendigando atenção...
Fecha a janela menino,
Isso é só distração!
O carro vira a esquina!
Gente descolada caminha pela calçada...
Mudança de ambiente,
Gente contente!
Prédios bem desenhados
Esculturas para todo lado!
Avenida Paulista!
Pela calçada passa a "perua", a executiva, a travesti maquiada
O playboy bem vestido esbanja seu sorriso...
Gentileza?
Alegria?
Cortesia?
Piada!
Garotos de mãos dadas apreciam,
Junto aos skatistas,
E um bando de criançada
Junto aos skatistas,
E um bando de criançada
A árvore enfeitada!
Hippies, músicos, Hare Krishna, mímicos e, espera aí...
Acho que vi o Elvis!
Misturas espalhadas
Personalidades misturadas...
São Paulo Centro Novo
Vários mundos no mesmo globo!
grafites enfeitam fachadas
Desta realidade entrecortada...
Farol aberto
Buzinas, xingos, motos
As malditas motos,
Stress desenfreado...
As malditas motos,
Stress desenfreado...
De volta à realidade
SÃO PAULO
Vida pela metade!






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