Aqui estou eu
Acabada como um trapo bem torcido
Vazia,
Oca,
Nua!
Caminhei por muito tempo
Caminhei de olhos fechados
Parei,
Desanimei,
Chorei!
Trilhei o caminho da insanidade
Estive às margens da loucura
Conversei com fantasmas
Enfrentei monstros
Caminhei por pântanos deprimentes e mal cheirosos
Atolei,
Afundei,
Chorei!
Mas apesar de estar exausta e molhada
Tomei a decisão de seguir em frente
O caminho foi lento
Mas o tempo passou rapidamente
Parei,
Esperei,
Adormeci!
E quando, finalmente, acordei uma lucidez repentina invadiu minha mente.
Do que eu tinha medo?
Eu era... Somente eu.
Senti um riso descontrolado brotar dentro de mim.
Ora, dane-se!
Porque eu quero saber?
Afinal para que encontrar as resposta?
Sou um ser complexo
Cheia de medos
Cheia de segredos.
Os segredos. É isso!
Segredos são como um vizinho incômodo
Não se fala dele, por medo que ele ouça e resolva nos fazer uma visita
Tem segredos que são tão profundos que vão enchendo o coração...
E percebi que haviam dois ou três dentro do meu.
Segredos que pesam e sufocam
E com esta compreensão eu tive uma visão
Um delírio,
Uma alucinação!
Ou seja o que for...
Afinal depois de tanto tempo perdida fica difícil discernir o real do fantástico.
Dei um suspiro profundo
Ergui minha cabeça
E vislumbrei a LUZ
Pelo tempo de uma pulsação e com uma voz mais suave que o roçar de uma pluma pude ouvir nitidamente as palavras que me conduziram de volta:
Não tema!
Eu estou aqui. Você está a salvo.






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